MP nomeia procuradores(as) para atuarem no enfrentamento da violência contra a mulher

A promotora de Justiça Fernanda Broll Carvalho de Almeida foi empossada como coordenadora da Região Missões e Médio Uruguai do Gepvid - Grupo Especial de Prevenção e Enfrentamento...

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A promotora de Justiça Fernanda Broll Carvalho de Almeida foi empossada como coordenadora da Região Missões e Médio Uruguai do Gepvid – Grupo Especial de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher, instrumento normatizado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. A posse foi efetivada, juntamente com outros 13 colegas promotores de justiça, durante o seminário Violência contra a Mulher: Diálogos Necessários, evento ocorrido na última sexta-feira, dia 18

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O Gepevid é formado por promotores de Justiça com atribuição na matéria e visa a integração e a compatibilização das atividades, desenvolvendo políticas destinadas à promoção da prevenção e do enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher em todas as regiões do Estado, que foi dividido em 13 regionais: Missões e Médio Uruguai; Planalto; Alto Jacuí; Serra e Campos de Cima da Serra; Central; Vale do Rio Pardo; Fronteira Oeste; Campanha; Sul; Litoral; Metropolitana do Delta do Jacuí; Capital; Metropolitana e Vale do Taquari.

Violência contra a Mulher: Diálogos Necessários

Estima-se que uma em cada três mulheres em todo o mundo sofre algum tipo de violência.

Com a finalidade de agir em prol da erradicação dessa realidade, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (CaoEVCM), com o apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional, promoveu o Seminário Violência contra a Mulher: Diálogos Necessários, uma reflexão sobre o papel do MP, das demais instituições e da sociedade civil no enfrentamento a todas as formas de violência contra a mulher.

Na abertura da conferência realizada na última sexta-feira, a coordenadora do CaoEVCM, Ivana Battaglin, informou dados da Organização Mundial da Saúde, afirmando que, uma em cada três mulheres em todo o planeta – cerca de 800 milhões – irão apanhar, serão forçadas a ter relações sexuais ou casar precocemente, sofrerão agressão física ou psicológica ou, ainda, qualquer outra forma de abuso ao longo de suas vidas.

“Porque sei que as provocações encontram eco, as reflexões trazem inquietações, e os inquietos e as inquietas não se conformarão com um mundo em que a metade da humanidade não tem os mesmos direitos que a outra metade apenas porque pertence a outro gênero, é que tenho certeza de que este evento, o qual se propõe a discutir temas tão fundamentais para a igualdade de gênero e o fim das diversas formas de violência contra a mulher, encontrará eco em todas as pessoas aqui presentes, reverberando nas instituições que eventualmente estejam representando”, disse, por fim, Ivana.

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Foto - Divulgação MP/RS
Foto – Divulgação MP/RS
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