Crônica I: O professor do futuro

*Adelino Jacó Seibt Quando eu for Ministro da Educação, vou investir todas as verbas previstas na Constituição na educação do meu país. Dessa forma, os professores terão status...

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*Adelino Jacó Seibt

Quando eu for Ministro da Educação, vou investir todas as verbas previstas na Constituição na educação do meu país. Dessa forma, os professores terão status social e todas as mordomias possíveis.
Vou pagar um salário digno aos professores, ou seja, o mesmo valor que percebe um ilustre senador.
O professor vai trabalhar um turno diretamente com o aluno, o outro turno será destinado a estudos e preparação do material e o terceiro turno do dia será totalmente voltado ao lazer, à cultura e ao convívio familiar. Aliás, o Ministério da educação vai possibilitar todas as formas de lazer, esporte, eventos culturais, intercâmbios e viagens….
O professor vai trabalhar um ano consecutivo e no outro ano vai se dedicar a pesquisas e estudos. Assim, em pouco tempo, todos os professores serão doutores. Inclusive poderão escolher a Universidade em que querem matar a sede do saber ou suprir as necessidades emergentes da escola, não necessariamente no Brasil, mas em qualquer parte do mundo. Nunca esquecendo que todas as despesas ficarão custeadas pelo Ministério da Educação.
Os filhos dos professores ficarão na mesma escola em que trabalha a mãe ou o pai, onde serão atendidos por pessoas especializadas no trato com crianças. E aos professores que desejarem será oferecida a possibilidade de residirem no complexo escolar.
O professor terá na escola todos os livros que solicitar em sua área de interesse e de cultura geral. A escola terá todos os vídeos, filmes e tecnologias modernas que se criaram par ajudar na aprendizagem.
Cada professor terá seu computador ligado 24 horas na internet, seu celular, seu e-mail, seu notebook, enfim toda parafernália tecnológica. A escola terá assinatura de todos os canais de comunicação. Somente assim a escola erá verdadeiramente um centro de cultura e de conhecimento.
Todo estudo, toda pesquisa, toda opinião do professor será lançada na internet e será divulgado no jornal diário da escola. E cada mês será lançado um livro contendo as principais produções da escola.
As férias serão totalmente custeadas pelo Ministério da Educação e Cultura. O professor poderá escolher livremente o local do seu merecido descanso após um profícuo ano de trabalho em prol do conhecimento. Toda a sua família vai acompanhá-lo, se assim o desejar, é claro. O professor certamente merece um prêmio dessa envergadura.
Ser professor vai garantir todos esses privilégios. Assim todo o mundo vai aspirar a profissão de professor.
(SEIBT, Adelino Jacó Seibt. Interlocução de saberes IV. Instituto Estadual de Educação Odão Felippe Pippi. EDIURI, Santo Ângelo, 2008, p. 9)
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