Efeito midiático ou ameaça real?

Na cena cotidiana registrada na terça-feira, dia 17, tudo “parece” normal, no entanto, ao mesmo tempo que a lente registra a foto, informações sobre o Covid 19 fluem...

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Na cena cotidiana registrada na terça-feira, dia 17, tudo “parece” normal, no entanto, ao mesmo tempo que a lente registra a foto, informações sobre o Covid 19 fluem de modo alarmante, indicam perigo iminente e na prática, uma série de medidas de afastamento social são tomadas por lideranças e autoridades.

Enquanto o ônibus transitava e os estudantes descansavam a sombra, medidas de afastamento social sem precedentes na história do município eram tomadas. Nunca houve uma reação tão radical a ponto de suspender todas as atividades coletivas, inclusive aulas nas universidades e redes de ensino. Por este motivo, a maioria faz a pergunta: É exagero, ou não é?

Foto - Marcos Demeneghi
Foto – Marcos Demeneghi

“Quem paga pra ver?” Caso o vírus se instale em uma parcela, mesmo que pequena da população, os efeitos poderiam expor a precariedade do atendimento em saúde.

Não ousaremos responder a pergunta, mas usamos este espaço para lembrar que existem fatos. Como o celular na mão daquela estudante, neste aparelho portátil, todas as informações passam e isso é um fato. Informações sobre qualquer assunto circulam em escala mundial na velocidade da luz.

Os moradores formam suas opiniões a partir das informações que recebem de outras pessoas de sua confiança, (diretamente da Europa de dentro dos hospitais, do âmago de suas convicções políticas) antes da tomada de qualquer decisão fazem uma análise confrontando com seu nível intelectual e crenças.

As informações são repassadas em um sistema conceituado na ciência da comunicação como “Peer-to-peer (do inglês par-a-par ou simplesmente ponto-a-ponto, com sigla P2P) é uma arquitetura de redes de computadores onde cada um dos pontos ou nós da rede funciona tanto como cliente quanto como servidor, permitindo compartilhamentos de serviços e dados sem a necessidade de um servidor central”.

No passado os jornalistas tradicionais e as redes de TV, Rádio e Jornal estavam para a notícia, do mesmo modo que os servidores centrais estavam para a informação. Agora a informação e a notícia se confundem, (leve em conta que notícia e informação não são a mesma coisa) do mesmo modo que os produtores e consumidores de notícias e informações se confundem também, ou seja, todos se comunicam ao mesmo tempo, com todos na modalidade P2P. Mas quando tratamos de assuntos delicados como a saúde pública, uma dúvida se instala em nossas cabeças: É verdade ou não?

Negar que esta dúvida será nossa companheira (em qualquer assunto) é fechar os olhos para a realidade. Pois esta é a nova realidade social. Querendo ou não, isso é um fato! A comunicação mudou e esta modificando a sociedade, não acreditar no que a própria sociedade faz com base nas informações que recebe, é fechar os olhos para o real.

Perdemos o domínio público sobre o “fato e o fake” e agora cabe ao senso crítico de cada um formar a sua opinião e tomar as suas decisões.

Marcos Demeneghi
Editor e repórter

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