Está no rio, mas não chegou ao copo

Pesquisa sobre a presença de agrotóxicos na água utilizada para consumo humano está sendo divulgada nas redes sociais e entre grupos de relacionamento.

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agua - 01 (Copy)Uma pesquisa sobre a presença de agrotóxicos na água utilizada para consumo humano está sendo divulgada nas redes sociais e entre grupos de relacionamento. Nesta mensagem são utilizados os gráficos do https://portrasdoalimento.info/agrotoxico-na-agua/.
Este aplicativo, ou recurso, utiliza um banco de dados do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (SISAGUA), do Ministério da Saúde.
O mapa foi construído a partir de dados coletados no período de 2014 a 2017.
Com este recurso é possível visualizar graficamente os dados de todos os municípios brasileiros, inclusive de Santo Ângelo.
O gráfico de nosso município mostra a presença de resíduos de 15 agrotóxicos, mas nenhum em concentração acima do limite considerado seguro no Brasil. No entanto, uma substância encontrada, o Atrazina, estaria acima dos limite considerando seguro para a União Europeia.
Seis agrotóxicos detectados na água em baixa concentração, estão associados a doenças crônicas como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos.

O que informou
a Corsan
A Corsan emitiu uma nota alertando que esta análise não foi feita com a água da torneira, e, sim, com a água bruta, ou seja, antes do tratamento realizado pelos técnicos da companhia.
Nesta nota a empresa informou que sempre que é detectado algum agrotóxico na água bruta, é realizada a análise da água tratada correspondente, não havendo histórico de presença desse agente após o tratamento.
Mesmo assim, a direção da concessionária de água, Corsan, acha justo e útil a reflexão no sentido de alertar para a causa raiz deste problema, que é a fabricação e uso indiscriminado destes produtos, sem fiscalização adequada dos órgãos competentes, na produção de alimentos.

 

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