Pandemia e falta de vaga para estacionar afastam o doador de sangue em Santo Ângelo

O falta de sangue já é um problema considerado gravíssimo na região

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A Gestão do Banco de Sangue do Hospital Santo Ângelo percebe uma situação gravíssima que envolve seus estoques, pois a pandemia de Covid-19 reprimiu o doador voluntário e provoca o aumento da demanda. Pacientes necessitam diariamente de transfusões devido a problemas de coagulação provocados pela doença e, em diversas situações, foi necessário recorrer a estoques de municípios vizinhos como Santa Rosa.

Outro agravante que reprime o doador em Santo Ângelo é a dificuldade de encontrar estacionamento. Sem o protagonismo de nenhuma política de incentivo ao doador de Sangue, ele corre o risco de pagar caro no estacionamento rotativo e ainda exceder o tempo e ser multado, mas em geral não há vagas nas proximidades do Hospital.

Esta é uma queixa recorrente entre os doadores que já reportaram a dificuldade para a coordenadora do banco de Sangue, Marta Perim Motta, inclusive o assunto já esteve em pauta durante uma reunião realizada com a administração do Hospital Santo Ângelo. Os gestores estudam uma alternativa, pois além de necessidade de uma política pública que avalize este processo, sem a fiscalização do uso da vaga poderá ser ineficiente a ação de reserva.

O Banco de Sangue do Hospital Santo Ângelo atende os pacientes de 24 municípios missioneiros e mais a demanda do hospital Regional da UNIMED. Este drama vem à tona, justamente nesta semana em que é celebrado o ‘Dia Mundial do Doador de Sangue’ 14 de junho.

No dia 14 de junho uma sequencia lembretes estavam visíveis para os usuários das redes sociais. Mas a doação é algo prático e depende de uma ação física e voluntária. Portanto, evidencia também questões simples como o acolhimento do doador, que já inicia no estacionamento.

A demanda é por todos os tipos de sangue, mas o ‘O’ negativo que é o doador universal, está ainda mais escasso.

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