O auge da frutificação dos araçás em Santo Ângelo

Araçá no passeio público de Santo Ângelo Os frutos vermelhos ou amarelos despertam a curiosidade de quem não conhece os araçazeiros, pois na zona urbana do município é...

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Araçá no passeio público de Santo Ângelo
Araçá no passeio público de Santo Ângelo

Os frutos vermelhos ou amarelos despertam a curiosidade de quem não conhece os araçazeiros, pois na zona urbana do município é muito comum encontrar um exemplar de araçá implantado no passeio público 

A quantidade de árvores existentes no município pode estar em função do araçá compor uma lista de espécies recomendadas pelo setor de licenciamento ambiental da prefeitura. No capítulo IV a espécie está na lista das árvores que podem ser plantadas em qualquer situação, inclusive para uso sob rede aérea. Antônio Cardoso, que Trabalha na Secretaria do Meio Ambiente acredita nesta hipótese, “por ser uma árvore de médio porte se adaptou muito bem na área urbana da cidade” completou Antônio.

A Embrapa realiza pesquisas e seleciona cultivares que apresentam maior valor para a alimentação humana. Segundo a literatura da Embrapa, duas espécies de araçazeiros nativos foram difundidas no Sul do Brasil, a “Ya-cy” (em tupi-guarani significa a mãe de todos os frutos) e a “Irapuã” (ambos da espécie Psidium Cattleyanum). A primeira produz frutos de película amarela considerada mais doce e a segunda, vermelha, possui maior acidez e adstringência.

Estes araçás estão localizados na zona norte de Santo Ângelo, na Rua Marechal Floriano
Estes araçás estão localizados na zona norte de Santo Ângelo, na Rua Marechal Floriano

“Os araçazeiros atingem no máximo nove metros de altura, tem tronco tortuoso de casca lisa que descama em placas finas. Os frutos são bagas arredondadas, verdes, amarelados ou vermelhos, coroados pelo cálice persistente, de polpa suculenta esbranquiçada, semelhante a uma goiaba pequena”. (pt.wikipedia.org).

O capítulo IV da lei Lei Municipal Nº 2.916 de 2005 relaciona, conforme os locais os tipos de árvores que podem ser plantadas, inclusive recomenda o plantio de espécies nativas. Confira:

Para canteiros centrais sem rede aérea

. Angico Vermelho (Paraptadenia rígida);
. Cambará (Moquínia molissima);
. Canafístula (Peltophorum dubium);
. Canjarana (Cabrelea canjerana);
. Cedro (Cedrela fissilis);
. Grevilha robusta (Grevillea rubusta);
. Ipê amarelo (Tabebuia Alba);
. Ipê roxo (Tabebuia avelanedae);
. Liquidambar (Liquidambar styraciflua);
. Butiazeiro (Butiá capitata);
. Fênix (phoenix roebelinii);
. Gerivá (Arecastrum romanzoffianum).

 

Para qualquer situação, inclusive para uso sob rede aérea

. Acer (Acer palmatum);
. Araçá (Psidium cattleyanum);
. Camboim (Myrciaria tenella);
. Cerejeira japonesa (prunus serrulata);
. Extremosa (lagerstroemia indica);
. Goiaba serrana (Feijoa selowiana);
. Guaçatunga (Casearia parviflora);
. Pitangueira (Eugenia uniflora);
. Primavera ou Manacá-da-serra (Brunfelsia mutabilis);
. Sete capotes (Britoa sellowiana);
. Topete-de-Cardeal (Calliandra tweendii);
. Mimo-de-Vênus (Hibiscus rosa – sinensis);
. Quaresmeira (Tibouchina sellowiana);
. Pitosporo (Pittosporum tenuifolium;
. Camélia (Camellia japonica);
. Murta (Eugenia opingelli).

 

Para canteiros centrais e calçadas sem rede aérea

. Açoita cavalo (Luehea divaricata);
. Capororoca (Rapanea umbellata);
. Capororoca mole (Rapanea balansae);
. Cedro (Cedrela fissilis);
. Cerejeira (Eugenia involucrata);
. Chal-chal (Allophylus edulis);
. Cocão (Erythroxylum pelleterianum);
. Guabijú (Myrcianthes pungens);
. Guamirim (Myrceugenia euosma);
. Ipê amarelo (serra)(Tabebuia Alba);
. Ipê amarelo (várzea) (T. chrysotricha);
. Ipê roxo (Tabebuia avellanedae);
. Jaboticabeira (Eugenia Trunciflora);
. Jacarandá (Jacarandá mimosifolia);
. Louro (Cordia trichotoma);
. Murta (Blepharocalyx salicifoliu);
. Pata-de-vaca (Bauhinia candicans);
. Quaresmeira (Tibouchina sellowiana);
. Tarumã (Vitex megapotamica);
. Tipuana (Tipuana tipu).

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