Variação de bandeiras pode levar ao fechamento definitivo de escolas

Rede particular das escolas de educação infantil pede o reconhecimento de serviço essencial para não fecharem, definitivamente, as portas no Rio Grande do Sul. Ofício de caráter urgente...

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A União das Escolas de Educação Infantil do Estado do Rio Grande do Sul (UEEIRS) solicita ao governo do estado o reconhecimento da essencialidade das atividades, tendo em vista as restrições de funcionamento que ocorrem em função da pandemia de Covid-19 e a política de distanciamento controlado que restringe a frequência dos alunos durante o contexto de Bandeira Vermelha.

Sala de uma escola de educação infantil vazia
Sala de uma escola de educação infantil vazia

Na última sexta-feira, dia 13 de novembro, um ofício foi encaminhado ao Governador Eduardo Leite. Neste documento, é apresentada uma proposta de plano de manutenção das atividades de modo a minimizar riscos, bem como, as razões que justificam o pedido de continuidade das aulas da rede particular de educação infantil.

O ofício de caráter urgente é assinado por Tiago Vieira Lacorte e Rejane Cristina Schulz, que lideram o movimento e a campanha, tanto em nível local Santo Ângelo e Santa Rosa, quanto estadual.

A variação entre bandeira vermelha e laranja impõe a interrupção do processo de retorno gradual iniciado em toda a rede particular de educação infantil. Segundo o documento esta descontinuidade das atividades gera uma série de transtornos para o ensino das crianças, rotina dos familiares e para a administração das escolas.

Segundo Lacorte o cancelamento temporário das atividades escolares inviabiliza de modo definitivo o funcionamento dos educandários no Rio Grande do Sul, pois não será possível cumprir com as obrigações financeiras. A intermitência do trabalho aprofunda problemas de cunho financeiro e deve causar demissões e endividamento.

“O trabalho exercido pelos educandários de educação infantil, tem por premissa básica a continuidade do serviço, onde a intermitência do atendimento causará danos irreversíveis, tanto no aluno, suas famílias e no educandário” expressa o documento,

O problema se agrava nos próximos dias devido ao término dos benefícios federais aos trabalhadores. Segundo os diretores das escolas, com as portas fechadas para os alunos, será impossível o adimplemento das remunerações salariais, já no próximo mês.

Na entendimento da União das Escolas de Educação Infantil, está comprovado que o educandário, quando respeitados os protocolos de segurança em saúde, não é local de contágio.

A campanha liderada pela UEEIRS pede que o governo reconheça como essencial o serviço prestado pelas escolas, deste modo, sugere a implementação de um plano unificado que atenda os protocolos de segurança de saúde para as crianças e familiares. A campanha iniciada tenta sensibilizar a sociedade, comunidade escolar e a classe política para a importância de manter a oferta da educação infantil, sem prejuízos para alunos. Pede a implementação de uma política unificada de segurança em saúde que possa atender os protocolos de segurança, mesmo quando a região da escola estiver na “bandeira vermelha” e também faz uma alerta para o possível fechamento destas escolas, que dependem da continuidade do serviço para manutenção da estrutura educacional do estado.

MUDANÇA NA REGRA

A 28ª rodada do modelo de Distanciamento Controlado traz uma alteração no que diz respeito à abertura das escolas e à manutenção das atividades presenciais nos colégios. A contar desta rodada, vigente a partir desta terça-feira (17/11), uma semana em bandeira vermelha não indica a interrupção das atividades em uma escola que já esteja aberta. Será necessário que a região ingresse na segunda semana consecutiva em bandeira vermelha para que as escolas não sejam autorizadas a abrir em uma região ou, se já abertas, devam fechar.

Quando a região retomar a classificação de laranja e amarela, as aulas presenciais podem ser retomadas imediatamente naquela semana. Antes, seria necessário aguardar mais uma rodada.

Para exemplificar: nesta 28ª rodada, as regiões de Cruz Alta, Ijuí e Santo Ângelo seguem impedidas de manter atividades presenciais nas escolas, uma vez que foram novamente classificadas como bandeira vermelha.

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