Sábado 17/10/2011

O Passado de Volta Da distante Anápolis (GO), Assis Barcelos quer a continuação do seriado nostálgico apresentado pela coluna. Kurt Rainer Kiechle residiu durante 65 anos entre nós...

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O Passado de Volta

Da distante Anápolis (GO), Assis Barcelos quer a continuação do seriado nostálgico apresentado pela coluna. Kurt Rainer Kiechle residiu durante 65 anos entre nós e hoje dorme ouvindo o barulho das ondas do mar da praia de Palmas, município de Governador Celso Ramos (SC).O Kurt garante que é a praia mais bonita de Santa Catarina.  Ele recorda que entregava leite na padaria do alemão Hans Zeitter e, em troca, sempre ganhava uma “prova” daqueles doces lendários… Anelise Beltrão, filha do Walter e da Ella Elisa Schilick, conta que as lembranças da coluna lhe trouxeram encantamento. Walter se aposentou no Banco do Brasil e Ella trabalhou na Padaria Zeitter, como no Varejo Nauman, de Carlos Naumann, e na Loja Americana, gerenciada por José Henrique Nozari.
Por e-mail, Anelise colabora para reviver a padaria amada pelos santo-angelenses:
– Minha mãe trabalhou na Padaria de Hans Zeitter, que serviu no Exército Alemão durante a I Grande Guerra Mundial. Segundo ela, o padeiro Hans recebia periodicamente da Alemanha os ingredientes a serem utilizados em seus produtos alimentícios, não revelando a ninguém (nem mesmo para sua nora Edeltraud) quais eram os segredos que utilizava para fazer “aquela” massinha doce e as bolachas que comercializava. O cheiro das iguarias e o local todo branco eram um convite à gula para quem passava em sua porta, pela 3 de Outubro. Ao lado, morava a dona Flora, sempre na janela, com seus gatos.
Anelise destaca a Professora Zelinda (e não Zelina, como constou na coluna passada e, de Curitiba, me corrigiu minha irmã Leny Rockenbach). Eis o que diz a Anelise, esposa do amigo Robspierre Pereira Beltrão:
– Eu me criei sendo vizinha da dona Zelinda, proprietária da Escola Duque de Caxias, na Avenida Brasil. A Professora Zelinda Monteiro Lemos, casada com Miguel Lemos, era uma educadora e batalhadora. Ela aniversariava no dia 25 de agosto, Dia do Soldado. Meus pais a consideravam um “sargentão” pela luta e respeito que os alunos e internos da escola lhe dispensavam. Ela era educadíssima. E as roseiras? Era lindo de ver o seu pátio florido. Naquela época, o único lugar para comprar flores era lá. A dona Mari, filha dela, professora de piano, reunia seguidamente amigos para sarau de piano e ficávamos na escuta, na casa ao lado. Era muito exigente com seus alunos de música e de orfeão no Colégio Verzeri. Foi através dela que participamos em Porto Alegre do programa de TV “Cidade Frente a Frente”, em que disputamos com Lajeado. Na apresentação, houve desafinamento de voz. Fui eu quem desafinei: aí ela percebeu que eu deveria ser a segunda voz e não a primeira, como tinha sido classificada.
A FRASE DO CHICO XAVIER – A caridade é um exercício espiritual. Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma.

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