A difícil arte de amar (III)

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Deduzimos que o anseio por algo mais levou Adão a questionar seu criador por algo que lhe faltava. Talvez não soubesse pelo quê questionava sua alma, mas sentia no seu recôndito a ausência de uma completude, de um conforto ou aconchego. Na verdade o paraíso que lhe fora legado, com toda a tranquilidade e harmonia em que vivia não lhe oferecia tudo. Provava Adão, naquelas estações de primavera constante, de uma profunda solitude.
Temos nessa passagem bíblica o exemplo do quanto carece o ser humano de um sentimento maior – de amar e sentir-se amado. Fica patente aí que todas as maravilhas que se possa oferecer a alguém, não lhe bastam para sentir-se feliz. Então nos vem a indagação das razões que levam homens e mulheres a acumularem bens e riquezas numa constante e interminável avareza. Isaías, no seu tempo, já apregoava ao homem que não lhe com vinha empilhar casa sobre casa e nem emendar terra a terra.
Este mesmo profeta apregoava – há mais de 700 anos antes de Cristo –  que tempo viria em que todas as nações acorreriam à Israel (Is.2:2), como resultado do crescimento entre todos os povos de um sentimento mais forte que as pugnas, consentaneamente à era de Aquário, como também – há pouco mais de um século – preconizou Leadbeater – com a assinatura do trato de não agressão entre os povos da Europa – a União Europeia em 1992/93 – e, mais tarde, no ano de 2029, um tratado de não agressão entre todos os povos da Terra.
Muitos dos governos da Terra não ainda despertaram para essa fantástica realidade que se aproxima. Afinal, é ora das pessoas de bom senso considerarem as palavras do Mestre Jesus sobre o “Amar o próximo como a nós mesmos”. E o primeiro passo é sufocarmos o espírito de avareza que move a muitos, principalmente os governantes das nações.
J. F. Kennedy, quando governante da grande Nação Norte Americana, talvez tocado por essa verdade secular, defendia não bastar ter nações amigas, era preciso desenvolvê-las, voltando-se para a América Latina com o Projeto “Aliança para o Progresso”. Tal disposição do grande líder político norte-americano já era o prenuncio do novo tempo de que nos fala Isaías e Leadbeater.
Avaliando toda a epopéia da raça humana, nos perguntamos se seria necessário tanto desamor e sangue derramado para afinal despertar para um novo tempo em que todos serão afortunados?, e sem pejo poderão chamar-se de irmãos na verdadeira acepção do termo cristão, ensejando a criação da Federação das Nações, para o gáudio das gerações presentes e das que estão por vir.

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