A difícil arte de amar (II)

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Quando conjeturamos ter ou não piedade para com os animais, se apusermos alguma dúvida foquemos para os grandes aviários, ou os sistemas de confinamentos de animais para seu crescimento e engorda rápidos. A maioria deles morre sem nunca ter tido a oportunidade de fazer a biossíntese com os elementos – o que, por si, já é um desamor. No entanto, o pior de tal estado – que já é estressante – é o do pânico e tortura por que passa o animal ao final desse processo, com sua morte precoce. A maioria das pessoas – leigas no assunto – não sabe e muito menos presencia esse desfecho terrível por que passa o animal.
O nosso organismo não tem uma fisiologia orgânica para alimentar-se com carne, no entanto nossa herança genética é perversa e milenar, pois desde nossos antepassados remotos, o meio mais fácil de nos suprirmos do melhor alimento foi optarmos pelo consumo de carne. No entanto, com o desenvolvimento de novas técnicas de produção de alimento, não mais se justifica mantermos uma tradição que nos resulta em muitos dissabores.
Hoje sabemos que muitas são as consequências danosas ao nosso organismo o consumo da alimentação carnívora. Mas quando vemos em nosso imaginário um churrasco ou bife suculentos, chegamos a salivar nosso palato, e nos reafirmamos nunca deixar de consumir carne. Afinal, não matamos bicho algum, são outros que o fazem. Nesse momento prazeroso – que tantas vezes poderemos vivenciar – bom seria que também visualizássemos o animal sendo ferido – num sacrifício que nunca entenderá – depois de ter sido tão bem trato. Ele gritará o seu horror, mas não questionará o homem – que até ali é o seu deus.
O processo civilizatório arrasta-se pelos milênios, e o momento atual é o limiar de uma nova era. Grandes luminares aportarão e se revelarão à Terra, quando então as consciências despertarão para uma realidade que gerará expectativas para uma nova dimensão. Este século presenciará a Paz na Terra. Quando os seus recursos serão voltados para o bem comum de uma Comunidade coesa e harmônica, como preconiza Leadbeater.
Quando Mandela declarou viver por um ideal e pelo qual morreria,  que era sua luta contra a dominação tanto de brancos, quanto de negros, na busca de uma sociedade democrática e livre, revelava sua grande missão junto a uma plêiade de tantos que o seguirão neste século, e que inculcarão em todos o anseio pela grande mudança ou libertação. Então o amor terá um novo e misterioso sentido, nos conscientizando que nossas vidas não são mais que uma jornada espiritual nos redutos inóspitos da Terra, como todos os demais seres que conosco convivem.

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