A água que bebemos

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O Arroio Itaquarinchim fornece 25% da água consumida no município e o Rio Ijuí, 75%. Na média a Corsan produz 23 milhões de litros diariamente para atender uma população estimada de 80 mil habitantes. Este volume de água é tratado em duas estações, uma delas localizada na Rua Antunes Ribas e a outra no Bairro São Carlos. A potabilidade da água é garantida por uma metodologia de testes e análises realizadas de hora em hora, 24h por dia. Os técnicos afirmam que é só abrir a torneira e consumir a água sem receio.

 

 

Da torneira para o copo

O Técnico em tratamento de água e químico industrial, Gelson Luiz Faccin, é um dos responsáveis por monitorar a água distribuída para 75% da população a partir da Estação de Tratamento ETA 2 da Corsan, localizada no Bairro São Carlos em Santo Ângelo. O químico explica os detalhes do processo e garante que só toma água da torneira, “de preferência… direto da torneira”.

Por meio das análises realizadas de hora em hora é possível dimensionar a quantidade exata de sulfato de alumínio a ser usado na água, este produto faz com que a água seja separada da sujeira (uma espécie de coagulação). Nos decantadores a sujeira vai para o fundo e a água de cima, mais limpa, é conduzida ao filtro, recebe o cloro que garante a desinfecção até que chegue nas residências e o flúor que ajuda na prevenção das cáries.

 

Rotina de análises

O monitoramento da água é feito durante as 24 horas do dia com análises laboratoriais a cada hora. Ao todo são 348 parâmetros analisados. Os filtros são lavados todos os dias e o decantador a cada 60 dias, informou Gelson Luiz Faccin. Ele chega a afirmar que acha mais seguro tomar a água da Corsan do que de filtros caseiros sem manutenção. O químico justifica que as pessoas não seguem as recomendações dos fabricantes, se isso ocorre, ele considera mais garantida a água da Corsan que a do filtro sem manutenção. Além disso, também são analisados parâmetros Microbiológicos das amostras brutas (aquela direta do rio) e da amostra de água tratada. Também são realizadas 69 coletas em residências diversas da cidade de Santo Ângelo. Procedimento realizado todos os meses com a finalidade de verificar a qualidade da água que chega ao consumidor final.

 

O que a nossa água tem que as outras não têm?

As águas que abastecem as cidades no Brasil têm como fonte barragens, poços, lagos ou rios. Apresentam características diferentes, são mais ou menos cristalinas em seu estado bruto e também apresentam densidade e presença de sais minerais que as diferenciam. No entanto o resultado final deve obedecer aos requisitos de potabilidade do Ministério da Saúde e aí entra o trabalho dos técnicos.

A rotina de testes e de limpeza dos componentes das estações de tratamento, bem como a qualidade inicial da água são determinantes para as possíveis diferenças. Temos o privilégio de captá-la de um rio e de um arroio. Em tese são mais oxigenadas e apresentam bons aspectos físico-químicos e Microbiológicos. Nossa água é estrategicamente captada do Rio Ijuí e do Arroio Itaqurinchim, antes de cruzar a área urbana e receber carga de esgoto e contaminação com lixo. Além dos testes realizados diariamente de hora em hora, a cada mês é realizado um teste para avaliar os níveis de metais pesados e a presença de resíduos de agrotóxicos, por exemplo.

Todas as águas que atendem a Portaria 2914/11 são potáveis e podem ser consumidas tranquilamente, no entanto, Faccin admite que podem ocorrer variações dentro deste padrão. Pois a origem da água e a qualidade em seu estado natural, é determinante. As diferenças sentidas pelo consumidor estão relacionadas a quantidade de sais minerais presentes, a quantidade de cloro e aspectos relacionados a dureza da água. Porto Alegre, por exemplo, usa o dobro de cloro usado em Santo Ângelo, usar á água do Arroio Itaquarinchim e do Rio Ijuí ainda é um privilégio que deve ser preservado pela população.

 

Os outros 25% de água distribuída no município é produzida na ETA 1, Estação de Tratamento de Água mais antiga da cidade, junto a Corsan do Centro. O técnico Hamilton Cassel, também demonstra tranquilidade ao afirmar que não trabalha com margem de erro no processo de tratamento de água. Ele faz este trabalho há 34 anos e informa que, de hora em hora, a água bruta que chega do rio é monitorada e adequadamente tratada para garantir que seja sempre apropriada para o consumo, independente de variações apresentadas pelo arroio. O resultado obtido e a potabilidade da água que deve estar em conformidade com o que determina a Portaria 2914/11 do Ministério da Saúde.

 

Centro de Controle Operacional

Em breve a Corsan unidade de Santo Ângelo, tem a intenção de inaugurar o Centro de Controle Operacional. Um sistema computadorizado que é capaz de produzir um mapa gráfico de todo o funcionamento da distribuição de água potável no município de Santo Ângelo e Entre-Ijuís. Este sistema está em funcionamento na fase de testes e os servidores em treinamento, dentro de poucos dias será oficialmente inaugurado.

Na tela de um computador o software do sistema mostra os níveis dos reservatórios, a pressão da água na tubulação, o funcionamento operacional das bombas de recalque, e demais parâmetros de funcionamento que ajudam os técnicos a detectarem possíveis falhas no fornecimento, como grandes vazamentos, por exemplo, ou a falência de uma bomba.

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