A atuação de estelionatários cresce mais de 100% durante a pandemia

Indicadores criminais da Secretaria de Segurança Pública do estado mostram que o número de pessoas lesadas por trapaças envolvendo vendas fraudulentas pela internet, extorsão de dinheiro, cheque sem...

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Indicadores criminais contabilizados pela Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul mostram que o estelionato é uma das práticas criminais mais recorrentes no município de Santo Ângelo e mais que dobrou neste ano. Diariamente chegam pessoas na Delegacia de Polícia registrar ocorrências que envolvem valores diversos que variam de R$ 10.000 a R$ 100.000,00. Fora aqueles casos que não chegam ao conhecimento dos agentes policiais, pois muitas pessoas se sentem constrangidas em registrar este tipo de concorrência.

As quadrilhas de estelionatários, na maioria das vezes, especializadas em crimes cibernéticos, passaram a autuar com mais intensidade desde que iniciou a pandemia. No acumulado de janeiro até outubro, 257 pessoas já foram vítimas deste tipo de crime em Santo Ângelo. O número é bem mais expressivo quando comparado a soma dos casos de anos anteriores: Em 2019 foram 114 e em 2018: 116 casos.

Fonte dos dados Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul
Fonte dos dados Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul

Mas os crimes mais praticados no município ainda são os furtos (658) e os roubos (86). O furto de veículos é contabilizado em separado a estatística revela que 41 veículos foram furtados no município de Santo Ângelo.

No Estado

O crime de estelionato cresceu em todo o estado do Rio Grande do Sul, quando comparamos com o mesmo período do ano passado (a soma de janeiro a outubro) o aumento em 2020 foi de 126%.

A pandemia potencializou e popularizou ainda mais o uso do celular para realização de compras e movimentações financeiras pela internet e, nesta onda, os estelionatários pegaram carona. Nestas fraudes cibernéticas induzem pessoas a realizarem transferências de dinheiro, depósitos, com ofertas em sites duvidosos e conseguem extorquir vantagens financeiras de quem não sabe distinguir as transações confiáveis das perigosas. Segundo os agentes da polícia civil, até mesmo o golpe do bilhete ainda é usado, principalmente com pessoas inocentes de maior idade.

Gráfico dos casos de estelionato durante a pandemia - Estado

O Whatsapp se tornou uma ferramenta para o crime de estelionato. As quadrilhas hackeiam a identidade digital dos usuários e pedem dinheiro para os contatos da pessoa, sem uma checagem da veracidade do contato, amigos e familiares, na intensão de ajudar, atendem ao pedido de depósito ou transferência, mas quando faz a checagem da veracidade, já foi lesada. Diariamente são atendidas pessoas na delegacia.

Saque do FGTS

Não estão contabilizados nessa estatística dos indicativos criminais as fraudes investigadas pela Polícia Federal. Em outubro deste ano, a delegada da Polícia Federal, com sede em Santo Ângelo, Gabriela Madrid Aquino, também relatou o crescente número de pessoas que foram vítimas de saque indevido do FGTS emergencial. O número de pessoas enganadas naquele mês passava de 150.

“Estamos recebendo diuturnamente novas ocorrências referentes a saques fraudulentos do FGTS”, confirmou a Delegada, ao explicar que este tipo de crime é praticado por quadrilhas especializadas em fraudes cibernéticas. Os usuários dos aplicativos da Caixa caem em armadilhas tecnológicas e perdem o valor do benefício. Gabriela informou que ainda não há uma conclusão do modus operandi das quadrilhas e que todos os processos investigativos estão centralizados em Brasília. “Lá nos temos um time de experts com conhecimento suficiente para investigar este tipo de ação”, conclui a delegada ao confirmar o aumento do número de fraudes na região.

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