Marcha defende que humanos tratem animais com mais amor

A Marcha da Defesa Animal existe desde 2013, é um movimento nacional e no município foi organizado pela ADASA

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Os ativistas partiram da Praça Ricardo Leônidas Ribas passaram pelo Centro Histórico e retornaram pela Marquês do Herval ao mesmo ponto de partida
Os ativistas partiram da Praça Ricardo Leônidas Ribas passaram pelo Centro Histórico e retornaram pela Marquês do Herval ao mesmo ponto de partida
A Brigada Militar disponibilizou uma viatura para acompanhar a manifestação
A Brigada Militar disponibilizou uma viatura para acompanhar a manifestação
Motociclistas se uniram a marcha e seguiram motorizados para chamar a atenção da marcha
Motociclistas se uniram a marcha e seguiram motorizados para chamar a atenção da marcha

A Marcha da Defesa Animal teve uma manifestação em Santo Ângelo no último domingo, dia 18. Simpatizantes da causa reuniram-se na Praça Ricardo Leônidas Ribas, vestiram camisetas personalizadas e seguiram em uma passeata pelas ruas do município. O mesmo tipo de mobilização ocorreu em 52 cidades brasileiras. Em Santo Ângelo foi liderada e organizada pela Adasa – Associação Defensora dos Animais e ganhou a adesão de voluntários e de motoqueiros do Motogrupo Macanudos de Entre-Ijuís e Motoclube Route 344, entre outras pessoas.
A ADASA confeccionou 60 camisetas que foram voluntariamente adquiridas pelos simpatizantes. Na marcha levavam cartazes e seguiram pela Rua Marechal Floriano, Antônio Manoel até o Centro Histórico e retornaram pela Marquês do Herval e Av. Brasil, a finalização a Marcha foi na Praça Ricardo Leônidas Ribas. O objetivo da ADASA é sensibilizar a população e os poderes constituídos para a necessidade de formular políticas públicas que ajudem no controle de natalidade de cães e gatos, coíba os maus tratos e o abandono de qualquer espécie de animal.
João Paulo Rocha é secretário da Associação e chamou a atenção para a superpopulação de cães e gatos, muitos animais abandonadas e, como consequência, a proliferação de doenças. João disse que as penas para pessoas que cometem crimes aos animais são muito brandas, acabam revertendo em algum serviço comunitário sem que o objetivo de coibir este tipo de crime seja efetivado.
“Minha Marcha é por amor aos animais”, disse Janaina Machado Vargas, ela é moradora do Jardim das Palmeiras e nesta região da cidade, percebe que muitos animais são abandonados. Ela cuida de sete cachorros e dois gatos, todos foram recolhidos da rua, ela acredita que o animal não deve ser visto como um objeto do homem. Janaina não come carne e também alerta para o hábito de usar cavalos para puxar carroça ou para reafirmar o orgulho de ser gaúcho como ocorre na Semana Farroupilha, sem que posteriormente seja dado o tratamento que os cavalos merecem.
O ano de 2016 marca a 4ª edição da Marcha da Defesa Animal que foi criado no ano de 2013 e ocorre simultaneamente em várias cidades do Brasil. Além da preocupação com a superpopulação de animais domésticos, alguns adeptos questionam até mesmo o hábitos dos humanos de comer carne, comercializar animais e usá-los como cobaia na indústria de remédios e cosméticos.

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