Quando o lixo se torna um absurdo

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A quantidade de lixo que é jogada nas ruas de Santo Ângelo faz muito mal ao meio ambiente. As pessoas jogam lixo em qualquer lugar sem se preocupar com as consequências e assim deixam a natureza na semana do meio ambiente

 

O lixo produzido pela atividade do homem é hoje uma das mais graves ameaças à sua própria qualidade de vida. O problema é que grande parte desse lixo fica no meio ambiente sem receber tratamento adequado, provocando a poluição que pode durar por séculos, e acarreta vários problemas, como por exemplo: enchentes nas cidades pelo acúmulo de lixo nos bueiros, morte de plantas e animais aquáticos pela quantidade de lixo jogado nos rios e mares, poluição do solo, contaminando plantações, entre muitos outros problemas graves.

Na Capital das Missões, na turística cidade de Santo Ângelo, o problema é visivelmente encontrado no bairro João Goulart (ao lado e aos fundos do Cemitério Roque Gonzales), na Avenida Alfredo Leopoldo Fett, no bairro Ghellar; no bairro Harmonia, às margens do arroio Itaquarinchim e no bairro Jardim Sabo. O problema também ocorre nos bairros Pippi, Hortência, Dido II e Dytz. “Há anos passo por esta avenida ao me deslocar para o trabalho e o lixo já faz parte desta rua”, salienta o autônomo João Silveira, 64 anos, que relata que já cansou de denunciar e não ver o problema ser resolvido.

No bairro João Goulart o problema é o mais grave da cidade. Há mais de 10 anos já é comum presenciarmos o lixo nas intermediações do Cemitério Municipal Padre Roque Gonzales. O mais grave é a presença de lixo químico e industrial. “Por aqui tem de tudo: papel, restos de computador, plástico, vidro, madeira… muita gente vem da cidade, estaciona o carro e vem aqui atirar o lixo achando que somos porcos, quem sabe?”, diz Célio Rosa, 28 anos, desempregado.

No trajeto entre os bairros Dido II e Dytz, o lixo também é constante, percorrendo até um pedaço do bairro Rogowski. São restos de comida, papeis, pedaços de móveis, garrafas e embalagens de produtos químicos. “As coisas vão se acumulando e ninguém percebe. Por vezes encontramos animais mortos e lixo de gente que vem de carro aqui jogar”, cita Mariana Lopes, 43 anos, dona de casa.

No Jardim Sabo, nos fundos da Pirâmide da Associação Missioneira de Desenvolvimento Mental, também é encontrado lixo, tudo próximo ao rio Ijuí, onde pode ser encontrado uma boa quantidade de plásticos e enlatados. No bairro Kurtz, nas proximidades da cascatinha do Itaquarinchim, a quantidade de lixo é enorme à beira e dentro do próprio arroio. “Aqui já encontrei sofá velho, geladeira, embalagens de produtos agrícolas e dezenas de animais mortos jogados”, diz o servente Paulo Della Flora, 49 anos.

Na próxima terça-feira, dia 5, celebramos o Dia Mundial do Meio Ambiente, é relevante as pessoas e as autoridades prestarem mais atenção na questão ambiental, pois há tempos o lixo é questão de preocupação em pontos de nosso município.

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