O número de ocorrências de roubo com uso de arma de fogo e ameaça das vítimas chama a atenção da comunidade e dos órgãos de segurança pública. A estatística oficial de fevereiro ainda não foi divulgada, no entanto, entre os casos noticiados pela imprensa e confirmados pelo 7º RPMon no período dos dias 12 e 22 de fevereiro (10 dias) ocorreu um assalto a mão armada a cada dois dias.
No mês de janeiro foram registradas 15 ocorrências do tipo, sendo três a estabelecimentos comerciais, um de roubo de veículo, dois roubos efetuados em residências e nove a pedestres.
O Sub Comandante do 7º RPMon, Capitão Copetti, informou que a inteligência da organização está atenta a este fato e trabalhando para montar estratégias de atuação do efetivo fardado, de modo que seja possível reprimir este tipo de crime levando os autores a prisão. Capitão Copetti reconhece que a situação é anormal, inclusive uma reunião com a Polícia Civil deve ser articulada para efetuar troca de informações e trabalhar de modo mais eficiente, dando uma resposta a comunidade e reestabelecendo a normalidade no município.
No caso específico dos últimos dias foram atos praticados a estabelecimentos comerciais, os autores usavam motocicletas e capacetes e também arma de fogo. O Capitão lembra que os policiais não podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo e considera importante concluir a implantação do sistema de videomonitoramento (com previsão para março deste ano), bem como a participação da comunidade informando sobre pessoas em atitude suspeita nas imediações de suas residências ou estabelecimentos comerciais.
Quanto aos possíveis autores destes roubos o Comandante afirma que são pessoas reincidentes no crime, característica que revela as falhas do sistema prisional e jurídico brasileiro, fato que escancara a impunidade. “São reincidentes” afirma Capitão Copetti. Segundo as informações repassadas pelo comando, caso haja mais participação de lideres de comunidade e da população em geral será mais fácil estruturar um plano de ação para chegar aos criminosos.
A maior incidência deste tipo de crime foi no ano de 2013, com 160 ocorrências. Em 2014, foram 158. Já no ano de 2015, 130 ocorrências foram registradas.
Em janeiro de 2016 foram 15 registros. Caso siga neste ritmo, ao final do ano teremos o maior índice dos últimos anos: 180 casos.
