A arte da panificação e o hábito de consumir o pão

O Dia do Panificador é comemorado anualmente em 8 de julho. Com base no depoimento de panificadores da cidade de Santo Ângelo elaboramos um texto que aborda detalhes...

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Dia do Padeiro (6) (Copy)O padeiro faz o pão e esta prática dá nome a sua profissão, no entanto, ele faz muito mais do que pães, domina a arte da fermentação e com as massas confecciona pizzas, bolos, cucas, bolachas, tortas, espaguetes, lasanhas, entre outras variantes gastronômicas que excitam o paladar pelo aroma inigualável que exalam quando colocados ao forno.
A profissão é milenar, mas exige atenção aos hábitos de consumo da população. Nos anos 80 era usual comprar e vender os pães d´água tamanho família e agora os mais vendidos e consumidos são os populares “cacetinhos”. Isso ocorre porque o modo de vida das pessoas se alterou, exigindo outro ritmo, consequentemente, desenvolvemos o hábito de consumir porções individuais.
Exige também disciplina, este predicado é indispensável aos candidatos a padeiro. Faça chuva, ou faça sol, frio ou calor, o pão estará pronto. Embora seja uma profissão de reconhecido valor social, as novas gerações demonstram pouco interesse por esta arte e cada vez mais o processo é industrializado.
Por outro lado, o caminho da industrialização está incentivando os “padeiros amadores”, aquelas pessoas que confeccionam o próprio pão que consomem. Deste modo, resgatam o modo mais primitivo da arte de panificação, utilizando os fermentos naturais. Nesta prática, o valor nutricional e as questões de saúde são as principais motivações, pois o processo de fermentação natural é considerado mais saudável e de melhor digestão.
Mas a experiência dos padeiros profissionais que ainda mantém o foco nos pães de qualidade é inigualável. Afinal, para confeccionar um pão aromático, crocante e fofinho, não basta ter uma receita, é preciso também reconhecer a temperatura ambiente, as diferentes texturas dos ingredientes para aprimorar a técnica de manipulação da massa. Os padeiros sabem melhor do que ninguém, os detalhes que fazem a massa crescer na medida e tempo certo a qualquer tempo e temperatura.
Aprender todo o processo de confeccionar o pão do modo tradicional pode demorar anos, e, por isso, podemos chamar de uma arte, que só domina quem tem sabedoria adquirida com a prática e a observação.

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