Funcionária da Companhia Rio-grandense de Saneamento (Corsan) há 20 anos, Eli Terezinha Backes, natural de Santa Rosa/RS, assumiu ontem a gerência administrativa da Unidade de Saneamento (US) em Santo Ângelo, em substituição a Pedro Waldir Ames. Graduada no curso de Biologia pelo campus local da URI, em 2005, Eli disse que uma das suas principais propostas de gestão será a implantação de um projeto que prevê a construção de mais dois reservatórios de água na cidade. Ela esclareceu que essas obras devem estar contempladas no orçamento do Estado em 2012.
Os reservatórios devem ser construídos no bairro Oliveira e ainda na zona leste da cidade. São duas áreas em que se observa o crescimento de infraestrutura urbana e que carecem de reservatórios, “a fim de se ter segurança na manutenção de abastecimento de água às comunidades daquelas áreas”, justificou Eli. Trata-se, segundo ela, de um investimento muito alto. Cada reservatório está orçado em mais de R$ 1 milhão, calculou a nova gerente da estatal.
Outra prioridade anunciada por Eli diz respeito ao resgate da credibilidade da Companhia perante os usuários, prestando assim um bom serviço e fornecendo uma água de qualidade à população consumidora.
Ela adiantou que dará uma total atenção à questão das interligações da rede coletora de esgoto cloacal, colocando em pleno funcionamento a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) “Índia Lindoia”.
Quanto às reclamações da população em relação à demora na execução dos reparos dos consertos pela Eco Construções Ltda, de Porto Alegre, contratada pela Corsan, Eli adiantou que uma das providências a serem tomadas será a de adotar uma fiscalização mais rigorosa na execução dos trabalhos da empresa terceirizada.
A empresa é responsável pela repavimentação e recalçamento das vias onde ocorrem ruptura de canos. Conforme mapeamento elaborado pela Companhia, um dos pontos mais críticos e onde ocorrem com maior frequência o rompimento da rede é a rua Tiradentes, entre outros pontos do perímetro urbano. Mesmo que os reparos sejam feitos com determinado atraso, Eli disse que não há formas de a Corsan vir a romper o contrato com a empresa contratada. “Uma das medidas a serem adotadas pela Corsan, portanto, será a de realizar uma fiscalização mais rígida, cobrando da Eco uma melhoria na prestação de serviços”, salientou.