Um Projeto de Lei prevê que a frota de táxis da cidade deve ser da cor prata, tenha quatro portas e no máximo dez anos de uso. Além disso, os veículos táxis serão submetidos anualmente a uma vistoria, para verificação das condições de segurança, conforto, higiene e qualidade dos serviços. (atualmente são duas revisões por ano) A regulamentação deve ser encaminhada à Câmara de Vereadores, se o projeto for aprovado, servirá de guia para o exercício da profissão de taxista
em Santo Ângelo.
A sugestão foi apresentada ao prefeito de Santo Ângelo, Luiz Valdir Andres, no último dia 5. A PL foi articulada pelo presidente do Sindicato dos Taxistas de Santo Ângelo, Pedro Ribeiro e pelo secretário Geral, João Roberto Borin. O ato foi acompanhado pelo advogado Luís Clóvis Machado da Rocha e pelo secretário de Administração, Luiz Ghellar.
No entanto, não é unanimidade entre os taxistas a troca da cor. “A maioria dos táxis são brancos”
falou o vice-presidente do sindicato dos Taxistas de Santo Ângelo, Adair Silva dos Santos. Ele acha importante a regulamentação dos serviços, não contesta alterações como as vistorias anuais, requisito de que o veículo tenha 4 portas e no máximo 10 anos de uso, no entanto, trocar os táxis de brancos para prata é considerada uma medida desnecessária, visto que, mais de 70% dos táxis são brancos. “Inclusive tem colegas que acabaram de comprar veículos novos, brancos por
recomendação do DMT”.
Embora não houvesse regulamentação por lei, os taxistas procuravam seguir a orientação da Secretaria Municipal dos Transportes e do Departamento Municipal de Trânsito, os quais solicitavam para os proprietários dos táxis a troca da cor para branca. Conforme relatam os taxistas descontentes com a nova determinação, o veículo branco é mais baratos que o prata, proporciona boa identificação visual, e já é uma recomendação do DMT.
“Agora que estava ficando bonito querem trocar?” dizem alguns taxistas entrevistados, além disso, acham mais importante lutar por outras reivindicações como: Banheiros adequados nos pontos de táxi, melhores condições no embarque e desembarque de passageiros na rodoviária, convênios para melhorar a assistência médica, abastecimento e serviços mecânicos.
Ronaldo Sagas, que trabalha no ponto de táxi próximo da rodoviária acha uma futilidade ficar trocando a cor dos táxis. Ele lembra questões pertinentes a rotina de trabalho, acredita que o abrigo construído para facilitar o embarque de passageiros na rodoviária é inadequado. Segundo relatou o taxista, em dias de chuva clientes andam cerca de três metros sem abrigo e as goteiras caem no motorista, além do mais, não é eficiente na hora de acondicionar a bagagens dos passageiros.
Para se chegar a um denominador comum quanto à troca de cor, foram realizadas duas assembléias para a decisão ser tomada, em uma delas, a cor branca foi a mais votada e numa segunda assembléia, a prata. No entanto, o presidente do Sindicato dos Taxistas de Santo Ângelo, Pedro Ribeiro, afirma que foi realizada uma pesquisa de opinião em que os taxistas puderam optar entre branco ou prata. O presidente defende a tese com base em uma lista que se refere a uma pesquisa de opinião. Nessa lista, estão relacionados os sócios do sindicato e a opção de 70 associados, 40 preferem a cor prata e 30 a cor branca. O Sindicato dos Taxistas de Santo Ângelo possui 84 permissionários associados.
Conforme afirmam os proponentes da PL, o texto foi resultado de um trabalho conjunto realizado pela equipe da Secretaria Geral e o Sindicato dos Taxistas de Santo Ângelo com o objetivo de atender as necessidades dos profissionais que prestam esse serviço e garantir um bom atendimento à população.
Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas de Santo Ângelo, Pedro Ribeiro, a nova legislação será um avanço significativo no transporte individual de passageiros no município, pois até então não existia nenhum tipo de norma que regia o trabalho da categoria. Ribeiro disse ainda que a lei deverá solucionar os mais diversos problemas enfrentados pelos taxistas no exercício da profissão.
Ribeiro destacou que aproximadamente 180 pessoas estão envolvidas com a atividade, entre locatórios e auxiliares.
