Sábado 04/08/12

“A enormidade do universo parece um parâmetro da alma. Algo imenso ocupa cada mente humana e deseja se expandir até os limites extremos.” Wind, Dana, professora e escritora....

1249 0

“A enormidade do universo parece um parâmetro da alma. Algo imenso ocupa cada mente humana e deseja se expandir até os limites extremos.” Wind, Dana, professora e escritora.

Poderíamos viajar no nosso imaginário e, mesmo assim, seria difícil concebermos a vastidão do universo. Se fizéssemos um comparativo entre a distância do Sol à Terra de 150 milhões de quilômetros, a estrela mais próxima dentro da nossa própria galáxia estaria a 4,2 anos-luz da Terra, enquanto que os 150 milhões de quilômetros entre o Sol e a Terra despenderiam pouco mais de oito minutos. Para melhor entendimento, poderíamos fazer um comparativo reduzindo essa distância para 15cm, então, proporcionalmente, a estrela mais próxima (Próxima Centauro) estaria a 40 km da Terra.

Quando alocamos nosso pensar para a infinitude do universo concluímos que essas distâncias são relativamente pequenas, mesmo que, momentaneamente, estejamos impossibilitados, pelos meios de que dispomos, de chegar até lá. Ademais, é de lembrar que estamos na nossa via láctea, onde se calcula que exista em torno de 300 bilhões de outras estrelas, para um diâmetro do sistema calculado em 100.000 anos-luz, sabendo-se que um fóton percorre mais de sete vezes a circunferência da Terra, que tem 40.000 Km, em um segundo.

Diante de tais dimensões necessário se faz que caíamos na real para sentirmos a pequenez do nosso planeta, suas limitações e a importância de, desde já, nos engajarmos de alguma forma na busca de sua sustentabilidade diante da adversidade de toda ordem, principalmente, da agressão permanente do próprio ser humano.

Em muitas oportunidades, em viagens distantes, por vezes, damos em lugarejos aparentemente inóspitos, que nos parecem esquecidos do resto da civilização. É esse quadro que nos traz à imaginação o Planeta em que vivemos, frente à imensidão do universo. Parece que estamos confinados na periferia de um mega sistema. E é isso o que realmente acontece, daí o porquê da ânsia permanente que atila os estudiosos, principalmente os físicos, na busca de meios de chegar lá, talvez a uma civilização mais próspera.

Lembramos, quando pequenos, quão difícil era chegarmos até o povoado mais próximo. Tudo pelas dificuldades da época, seja o transporte, sejam as estradas, o que, de forma inimaginável, contrasta com o mundo de hoje. – Antes tão imenso e desconhecido, agora tão próximo e dramaticamente conhecido.

Na verdade, os parâmetros de sustentabilidade do ser humano fogem da nossa concepção de limites, daí, talvez, o porquê da busca permanente do homem pela sua universalização, pois que tal dimensão é o que o divinizará e o fará um ser liberto de todas tacanhez, limitações e complexos.

Neste artigo

Participe da conversa