Infinitamente reciclável

Lucas Bueno prepara o caminhão que levará mais uma carga de alumínio para a indústria de reciclagem. Há cerca de dois anos fundou a Bueno Sucatas e atualmente...

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Alumínio (7)Há 15 anos o Brasil ocupa a liderança mundial na reciclagem de latinhas de alumínio e não é atoa que o santo-angelense Lucas Bueno está investindo no trabalho de coleta, separação, prensagem e transporte deste material, considerado infinitamente reciclável e o mais rentável entre os reciclados no brasil. A Sucatas Bueno recolhe alumínio em Santo Ângelo, Ijuí, Panambi, Catuipe, São Luiz Gonzaga e Palmeira das Missões. Na manhã de quinta-feira, dia 23, Lucas acomodava os fardos de alumínio no caminhão para destiná-los até a fundição.

O alumínio que é descartado em Santo Ângelo chega até a Bueno Sucatas com o auxílio de catadores, prestadores de serviços e empresas que tem o alumínio como matéria prima. Lucas estima que, destas 40 toneladas que ele processa, pelo menos 15 sejam de descartes ocorridos em nossa cidade. Nas demais cidades de atuação, o jovem empresário da reciclagem conta com o trabalho de pessoas que mantêm centrais de recolhimento.

Com mão de obra familiar de quatro pessoas, pelo menos, 40 toneladas do material deixam de ir para o lixo todos os meses. Além das latinhas de cerveja, sucos e refrigerantes, ele recebe panelas velhas, peças automotivas, restos da construção civil entre outros formatos deste material. Tudo é enfardado com a ajuda de uma prensa hidráulica, exceto as peças automotivas que são de alumínio maciço e não permitem o enfardamento.

Todo este material é destinado para a indústria de reciclagem que irá fundir o material e transforma-lo em “lingotes”, uma espécie de tijolos de alumínio. Depois de passar por processos industriais de separação de impurezas, o alumínio será transformado em lâminas e novamente em latinhas ou demais matérias comuns ao dia a dia dos brasileiros.

Em 2015, 97,9% do total das latas de alumínio disponibilizadas no mercado brasileiro foram recicladas. Foram 292,5 mil toneladas, o que corresponde a 23,1 bilhões de unidades, ou 63,3 milhões por dia ou 2,6 milhões por hora.

Os rótulos são impressos diretamente no alumínio e o acabamento perfeito é uma das principais razões para os fabricantes de bebidas adotarem em grande escala este tipo de recipiente. Segundo a ONG – Cempre – Compromisso Empresarial para Reciclagem, um quilo de latas equivale a 74 latinhas.

Cada brasileiro consome em média 117 latas de alumínio para bebidas por ano, volume bem inferior ao norte-americano, que é de 375. Além de reduzir o lixo que vai para os aterros a reciclagem desse material proporciona significativo ganho energético. O processo de reciclagem do alumínio consome apenas 5% da energia elétrica necessária para produzir a mesma quantidade de alumínio pelo processo primário. Assim, a reciclagem evita a extração da bauxita, o minério beneficiado para a fabricação da alumina, que é transformada em alumínio.

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