Implantes de silicone. Cirurgião dá dicas para notar possíveis problemas.

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Os problemas com os implantes de silicone, que recentemente se tornaram uma das maiores preocupações das mulheres com a prótese, estão no centro da maioria das dúvidas nos consultórios médicos ultimamente. Para sanar essa “dor de cabeça” a única saída é se informar corretamente.“As mulheres que têm próteses, ou estão querendo pôr, devem ficar atendas desde o início do processo. Não se deve deixar para se informar somente quando há uma emergência, mas desde o início do processo as escolhas devem ser baseadas no máximo de informações confiáveis e não somente na indicação de amigas”, explica Luiz Philipe Molina, cirurgião plástico do Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas (CECMI), em São Paulo.
“A indicação é válida, claro, mas se não for acompanhada de uma pesquisa sobre o profissional, o hospital onde será feita a operação e as características técnicas da prótese em si, ela pode se tornar uma grande dor de cabeça”, completa o profissional. E é com essas informações em mãos que situações de emergência como essas vão se tornar mais fáceis de serem solucionadas e trarão menos preocupações e estresse para as mulheres. Quem tem um implante de silicone com problemas – e não necessariamente precisa ser da marca francesa PIP e da holandesa Rófil, que estão na mira da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa – dificilmente deixará de reconhecer os sintomas. O mais marcante deles é a dor, que não é algo que deixa de notar, diz Molina.
Caso a mulher ainda não tenha dores, mas tenha dúvidas sobre as modificações nos formato e consistência do seio, o ideal é consultar o especialista. “O cirurgião plástico vai ter uma visão mais apurada do problema e mesmo pequenos sinais podem alertar para a necessidade de troca. Mas é bom lembrar: apenas com um exame de ultrassonografia ou ressonância magnética em mãos é que a decisão deve ser tomada”, alerta Molina.
Para Molina, as marcas de silicone na “lista negra” da Anvisa são potencialmente perigosas, mesmo se não apresentarem problemas. Além disso, lembra o especialista, uma cirurgia preventiva é muito menos invasiva e menos traumática – tem um retorno à vida normal em menor tempo, por exemplo.

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