Risco de surto de dengue no Município

Militares sairão às ruas em apoio a ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Nesta quinta-feira será realizado um mutirão nos bairros Boa Esperança e Santo Antônio

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Mosquito da dengue - Vigilância Ambiental (6) (Copy)Caso não seja controlada a população de mosquitos, entre 10 a 15 dias teremos um surto de dengue no município, informou Ubiratan Alencastro, chefe da Vigilância Sanitária, na manhã de ontem. Já foram confirmados cinco casos de dengue em Santo Ângelo e o fato está mobilizando as equipes da prefeitura.
O objetivo é reforçar as ações de combate ao mosquito, evitando que a população de mosquito aumente e potencialize a transmissão do vírus. Entre as ações destacadas está um mutirão de limpeza nos bairros Boa Esperança e Santo Antônio, que será realizado nesta quinta-feira, dia 11.
A ação terá o apoio do 1º BCom a ideia é recolher materiais que acumulam água com potencial de multiplicar o mosquito Aedes aegypti. Além disso, a zona norte da cidade também deverá receber esse tipo de ação nos próximos dias. As ações de combate ainda estão sendo planejadas e o chefe da vigilância epidemiológica solicita a colaboração dos moradores na investida contra o mosquito.

“Precisamos de ações enérgicas”
Durante a entrevista, Ubiratan também destacou que é necessário ações enérgicas da comunidade para colaborar com a diminuição da quantidade dos mosquitos no município.
“Se não tivermos a adesão maciça da comunidade, não conseguiremos reduzir a população dos mosquitos. Precisamos de ações enérgicas, estamos chamando a comunidade para ajudar no combate do mosquito, caso contrário todos correm risco e aumenta muito a chance de um surto de dengue no munícipio. Se não tomarmos atitudes severas, com o auxílio da população, infelizmente temos a possibilidade de que a situação piore”, ressaltou Ubiratan Alencastro.

Prevenção
De acordo com a coordenadora de Enfermagem da Secretaria Municipal de Saúde, Andréia Bernardi, 98% dos focos do mosquito Aedes Aegypti são confirmados em domicílios. “Essa é uma preocupação constante da Secretaria da Saúde, porque a maioria dos registros é em residências, e não em terrenos baldios ou em depósitos clandestinos de lixo como se supõe”, alertou Andréia.
Ainda conforme Andréia, mesmo com a força-tarefa da SMS, é essencial que as pessoas tenham cuidados básicos, como, tampar os tonéis e caixas d’água; manter as calhas sempre limpas; deixar garrafas sempre viradas com a boca para baixo, lixeiras bem tampadas; ralos limpos e com aplicação de tela; limpar semanalmente ou preencher pratos de vasos de plantas com areia; limpar com escova ou bucha os potes de água para animais, e retirar água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa. “Esses são os principais cuidados. A pulverização com inseticida, do fumacê, muito solicitado pela população, é um suporte a mais, e só é utilizado em áreas residenciais quando há suspeitas de casos”, ressaltou.

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