Sibipirunas e Guapuruvus: Ambas têm folhas bipinadas e flores amarelas

Nesta semana, assistimos as sibipirunas e os guapuruvus espalharem suas pétalas amarelas nos passeios públicos e praças de Santo Ângelo. Embora se assemelhem na cor das flores amarelas...

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A arborização urbana permite um espetáculo de cores em diferentes épocas do ano. Nesta semana, assistimos as sibipirunas e os guapuruvus espalharem suas pétalas amarelas nos passeios públicos e praças de Santo Ângelo. Embora se assemelhem na cor das flores amarelas e nas folhas bipinadas, são espécies diferentes.

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Sequência de sibipirunas na Rua 22 de Março, no largo do Ginásio Municipal Marcelo Mioso – Foto: Marcos Demeneghi

A sibipiruna é de médio porte e pode chegar até 18 metros de altura, tem uma copa bem espalhada, tronco rugoso com casca escura. O nome é indígena e tem o significado de casca preta. Segundo Regina Casé na série “Um pé de que” esta espécie se tornou muito popular na arborização urbana nos anos de 1950. Suas raízes são vigorosas e não é recomendada para o plantio no passeio público. Os frutos são vagens que se partem e estalam lançando as sementes. É muito comum caminhar pela cidade e pisar nas suas vagens secas. Existem muitas destas plantas espalhadas por aí, mas em volta do Ginásio Municipal Marcelo Mioso encontramos várias delas. A sipipiruna, diferente do guapuruvus, se ramifica desde a sua base, formando vários troncos que sustentam as ramificações menores.

O guapuruvu é uma árvore de crescimento rápido, tem o tronco alongado, mais liso e mais verde que a sibipiruna e se ramifica mais acima, sua copa se abre no alto e tem uma ramificação harmoniosa, característica que chama atenção pelo formato e imponência. Um bom exemplo existente na Av. Venâncio Aires, junto a Praça Ricardo Leônidas Ribas. Ela faz frondosa sobra e mesmo sem flores se mostra vigorosa no ambiente urbano.

O nome guapuruvu é de origem indígena e significa “tronco para fazer canoa”, pois além de um tronco longo, a madeira é de fácil entalhe. É uma árvore de grande porte e por este motivo são mais comuns nas praças. Em Santo Ângelo os guapuruvus são vistos na Praça Ricardo Leônidas Ribas, na Praça Pinheiro Machado, onde um deles passou por uma dendrocirusgia. No parque de exposições Siegfried Ritter é uma árvore que chama a atenção ao sair do pavilhão central, pelo porte que possui e suas imensas ramificações. Esta espécie de árvore também é encontrada na área do Colégio Pedro II, na zona norte da cidade e na área da URI.

Outra espécie que está prestes a entrar em cena e chamar a atenção no espaço urbano são as extremosas, elas explodem em flores nas próximas semanas. São numerosas em Santo Ângelo, assim como em outras cidades. Quando as flores mostram as suas cores, em tons rosa, lilás e branco, sabemos que o natal se aproxima, pois aqui na região das missões a floração coincide com a época das festas de final de ano. São árvores de pequeno porte, recomendadas para o plantio onde ha fios elétricos. São desta espécie as árvores implantadas noa passeio público que circunda o prédio da Receita Federal em Santo Ângelo, assim como em diversos outros locais, pois são muito ornamentais.

Guapuruvu na zona norte de Santo Ângelo - Foto: Marcos Demeneghi
Guapuruvu na zona norte de Santo Ângelo – Foto: Marcos Demeneghi
Guapuruvu na parada da URI, Santo Ângelo - Foto: Marcos Demeneghi
Guapuruvu na parada da URI, Santo Ângelo – Foto: Marcos Demeneghi
Sibipirunas na rua 22 de Março - Foto: Marcos Demeneghi
Sibipirunas na rua 22 de Março – Foto: Marcos Demeneghi
Guapuruvu na Praça Ricardo Leônidas Ribas
Guapuruvu na Praça Ricardo Leônidas Ribas

Edição e reportagem | Marcos Demeneghi

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