Pilares sociais nas pilastras da ponte

O retrato cotidiano de hoje mostra um sofá, lonas, uma esquadria, pedaços de moveis, roupas, embalagens diversas, ou seja, subprodutos do consumismo humano que fazem o assoreamento do...

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O retrato cotidiano de hoje mostra um sofá, lonas, uma esquadria, pedaços de moveis, roupas, embalagens diversas, ou seja, uma série de subprodutos do consumismo humano que fazem o assoreamento do Arroio Itaquarinchim, eles interrompem o fluxo d’água nas pilastras de uma das pontes fotografadas.
Estes pilares estão há alguns metros da mais bela formação natural em território urbano, próximos a Cascata do Itaquarinchim, uma queda de água, pouco conhecida ou, pelo menos, pouco comentada.

Além do assoreamento
A imagem revela que uma parcela dos moradores não percebe o Arroio Itaquarinchim como um manancial de água, fonte que permite a manifestação da flora e fauna nativa. Antes disso, considera um local de descarte de produtos rejeitados e a solução para os excessos do consumismo humano e as características de uma indústria que, cada vez mais, vende produtos sem qualidade, quase descartáveis para sustentar uma economia baseada no consumo rápido.
A indiferença também se manifesta no retrato. Existe uma parcela da população que não suja e nem limpa, mas abandonou o rio e prefere ficar em quatro paredes, no ar condicionado de suas casas, sem contato com a flora e a fauna.
A luz da cena é sustentada também pelas pessoas que, por desconhecimento ou falta de consciência derramam o seu esgoto doméstico na rede de esgoto pluvial, ignorando a rede de esgoto ou desconhecendo a existência desta diferença.

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