Inflável que dá em árvore

O plástico leva 250 anos para decompor-se na natureza e a matéria orgânica viva é rapidamente processada. Mesmo assim, é comum ver materiais plásticos boiando no Itaquarinchim. Foi...

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Lixo no itaqua (2)O plástico leva 250 anos para decompor-se na natureza e a matéria orgânica viva é rapidamente processada. Mesmo assim, é comum ver materiais plásticos boiando no Itaquarinchim. Foi registrado na manhã da última segunda-feira, dia 15, uma espécie de banheira ou piscina inflável presa nos galhos dos arbustos.
Confira o tempo de decomposição de uma série de materiais descartados cotidianamente:
– Jornais: de 2 a 6 semanas
– Embalagens de papel: de 3 a 6 meses
– Fósforos e pontas de cigarros: 2 anos
– Chiclete: 5 anos
– Nylon: 30 anos
– Tampas de garrafas: 150 anos
– Latas de alumínio: de 200 a 500 anos
– Isopor: 400 anos
– Plásticos: 450 anos
– Fralda descartável comum: 450 anos
– Vidro: 1milhão de anos
Segundo a Revista Mundo Estranho os plásticos não se decompõe rapidamente porque as “bactérias e fungos encarregadas de decompor estes materiais não tiveram tempo de desenvolver enzimas para degradar a substância”, afirma a engenheira química Marilda Keico Taciro, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O plástico é um material novo na natureza – o primeiro modelo surgiu só em 1862, criado pelo britânico Alexander Parkes. Cada uma de suas moléculas possui centenas de milhares de átomos, principalmente carbono e hidrogênio. Como as ligações entre os átomos são muito estáveis, os decompositores não conseguem quebrar o material em partes menores para destruí-lo. Resultado: alguns tipos de plástico, como o PET, usado em garrafas de refrigerantes, levam mais de 200 anos para desaparecer.
Por isso, o descarte de plásticos é uma grande dor de cabeça para os ecologistas do século XXI. O material produz gases tóxicos ao ser queimado e tem reciclagem complicada, porque não se pode misturar diferentes tipos de plástico. O jeito é desenvolver modelos biodegradáveis como o PHB. No entanto este material é cinco vezes mais que os convencionais – e, por isso, respondem por apenas 1% do total de plásticos vendidos no mundo.

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