Rota Jesuítica espera bênção de Francisco

Ministros do Mercosul pedem ao Vaticano e ao Papa Francisco que reconheçam a Rota Jesuítica, considerando que estes locais sejam reconhecidos de interesse mundial para o turismo religioso

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Sítio Arqueológico de São João Batista é um dos locais que compõem a Rota Jesuítica
Sítio Arqueológico de São João Batista é um dos locais que compõem a Rota Jesuítica

Ministros de Turismo do Mercosul subscreveram uma carta que será enviada ao Papa Francisco pedindo o apoio do Vaticano para que o circuito jesuítico integrado seja declarado como de “interesse mundial para o turismo religioso”.
Neste encontro foram tratados diversos temas relacionados ao incremento do turismo na região, em especial a Rota Jesuítica. A decisões foi tomada durante uma reunião que integra o Conselho de Ministros de Turismo do Mercosul, em reunião realizada na última sexta-feira, dia 19, na XVIII reunião realizada em Buenos Aires.
A Ministra do Paraguai, Marcela Bacigalupo, expôs no encontro os avanços e os desafios na conformação da Rota Jesuítica Multidestino, que engloba Paraguai, Argentina, Brasil, Uruguai e Bolívia.
“Temos tratado deste processo desde 2014 com a Organização Mundial do Turismo (OMT) e agora despertou o interesse do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), graças ao apoio do Ministro Gustavo Santos, com uma linha de financiamento que não afetará o CUPO de recursos destinado aos países”, declarou Bacigalupo ao final da reunião.
Por outro lado, especialistas do BID presentes no encontro explicaram aos Ministros que os projetos elaborados no marco do corredor internacional jesuíta, uma vez aprovado oficialmente o financiamento, passarão a fazer parte do Programa de Apoio à Integração.
A este respeito, o Ministro Santos destacou que a Rota Jesuítica Multidestino pretende ser “um modelo virtuoso” para encarar outros circuitos integrados, a fim de responder a demanda de países com alta emissão de turistas como os asiáticos, a tempo de dar uma resposta à crescente necessidade de empregos nos países do Mercosul, como consequência da revolução tecnológica.
Rio Grande do Sul
Como remanescentes no Brasil da obra dos jesuítas no período colonial, encontram-se os Sete Povos das Missões, nome dado ao conjunto de sete aldeamentos indígenas fundados pelos Jesuítas espanhóis no Continente do Rio Grande de São Pedro, atual Rio Grande do Sul, composto pelas reduções de São Francisco de Borja, São Nicolau, São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São João Batista, São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo Custódio. Os Sete Povos também são conhecidos como Missões Orientais, por estarem localizados a leste do Rio Uruguai.
Participaram das deliberações os Ministros Gustavo Santos, da Argentina; Marcela Bacigalupo, do Paraguai; Liliam Kechichián, de Uruguai; e os Vice-Ministros Alberto Alves, do Brasil e Javiera Montes, do Chile, segundo informou a SecretarIa Nacional de Turismo (Senatur) da Argentina.

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