Preço do arroz dispara nos supermercados de Santo Ângelo e assusta os consumidores

A crise do preço do arroz afeta a alimentação mais básica dos santo-angelenses. Em pouco tempo o preço subiu mais de 100% e o saco de 5kg pode...

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A crise do preço do arroz afeta a alimentação mais básica dos santo-angelenses. Em pouco tempo o preço subiu mais de 100% e o saco de 5kg pode ser encontrado ao valor de R$ 36 reais. “Achei assustador, pois, subiu demasiadamente, ainda mais em um momento de pandemia, onde muitos já estão sem emprego.” Disse o consumidor Leonardo Dorneles ao chegar à prateleira do supermercado

O pacote de 5kg de arroz é comercializado em Santo Ângelo entre R$ 19,90 e R$ 36,00. Neste contexto de aumento dos valores, segundo dados da Emater-Ascar RS, o preço do arroz subiu 119%, quando comparado ao mesmo período do ano passado no Rio Grande do Sul. O levantamento também informa que o saco de arroz de 50 kg vendido aos supermercados bateu o recorde do preço em setembro, o produto custava R$ 43,00 e agora está em torno de R$ 93.

O PROCON local juntamente ao “PROCONS Brasil” informou que desde o mês de abril já está monitorando a evolução dos preços de compra e vendas dos produtos da cesta básica.

Valter Portalette - Foto: Éverton Cabral
Valter Portalette – Foto: Éverton Cabral

De acordo com Valter Portalette, Diretor de Relações Institucionais do PROCON de Santo Ângelo, o aumento é percebido como um fator ligado a política econômica, ele foge meramente da relação de consumo e consumidor de supermercado. Pois o dólar já estava em franco aumento afetando à valorização do cambio, e influenciando no consumo interno – “mas isso não significa que é o causador da inflação dos preços, falar que é somente por conta do consumo interno é uma falácia” alerta Valter.

Todavia, o PROCON local está fiscalizando algumas denuncias de preços novos repassados para os lotes antigos. Valter Portalette, enfatiza que os Procons não tem objetivo em tabelar preços, mas sim, dialogar com o governo federal para que faça uma contingência desses preços e adeque o comércio interno.

Por fim, o arroz que já custou R$ 11,00 ou 12,00 passa a valores que não são compatíveis com o salário mínimo, segundo o consumidor L.D, os preços não condizem com a sua condição de vida, fazendo-o optar por outros produtos.

 

Texto e reportagem: Éverton Cabral | Edição Marcos Demeneghi

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