Prédio próprio para gatos e alugado para servidores

Governo do Estado paga R$ 11,5 mil mensais de aluguel para a sede da 12ª Coordenadoria de Saúde enquanto o antigo prédio do Banrisul está abandonado no centro...

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Foto superior: Atual prédio onde funciona a 12ª Coordenadoria de Saúde. Foto inferior servidores em frente ao antigo prédio do Banrisul em Santo Ângelo reivindicado para o funcionamento da Coordenadoria

predio-da-12a-coordenadoria-de-saude-03O Governo do Estado tem um prédio de três pavimentos usado por gatos desde o ano de 2012 no centro de Santo Ângelo, enquanto paga aluguel mensal de R$ 11,5 para abrigar a sede da 12ª Coordenadoria Regional de Saúde que atende a demanda de 40 municípios da Região das Missões. O gasto com aluguel desde que o prédio do governo está vago é estimado em R$ 400 mil. As informações foram publicamente anunciadas pelos servidores durante um ato público realizado em frente ao antigo prédio do Banrisul na tarde de segunda-feira, dia 28.
A manifestação ocorre no mesmo período em que o Governo anuncia uma crise em todos os setores e o fechamento de autarquias. Em contrapartida os servidores públicos apontam uma das soluções para economizar estes recursos. Na opinião destes servidores é possível trabalhar politicamente pela celeridade destas questões. Pois o local onde trabalham atualmente está inadequado ao exercício das atividades da coordenadoria.
Sem uso desde o ano de 2012, o prédio do antigo Banrisul reivindicado tem três pavimentos e está localizado na Av. Brasil. Segundo os servidores o Governo aluga um prédio inadequado à demanda de atendimento e por este motivo resolveram vestir camisetas pretas, distribuir panfletos e sensibilizar as autoridades e população para a situação em questão.
Os trabalhadores solicitam que esta pauta seja tratada com urgência, pois vai favorecer a situação financeira do Estado, com a economia de R$ 150 mil reais por ano, além de revitalizar a área central do município, que hoje possui um prédio sem uso, criando gatos e causando mau cheiro para os vizinhos.
O caso dos gatos foi relatado por Ademar Libardone, que é um dos responsáveis pela Clínica Sorri Fácil. Ele torce para um desfecho do caso, pois entende que o abandono do patrimônio público ao lado da clínica não é favorável. Libardone lembrou também o prédio da Cinelândia que está fechado, ele acredita que revitalizar o patrimônio particular ou público é uma necessidade evidente em Santo Ângelo.

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